Estudos Arqueológicos em Casa Branca

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Nos dias 7 e 8 de novembro serão realizadas, no município de Casa Branca (SP), uma exposição oral sobre Patrimônio Cultural e Arqueologia com alunos da EE Dr. Francisco Thomaz de Carvalho e outra com professores da EE Dr. Rubião Jr.

Também serão disponibilizados folhetos explicativos na Casa de Cultura e Museu Histórico e Pedagógico Afonso e Alfredo de Taunay sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações são parte integrante do projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico (AIPA) na Área de Implantação do Centro de Tratamento e Destinação de Resíduos de Casa Branca – CTDR, um empreendimento da TCL Tecnologia e Construções Ltda., localizado na Fazenda Bela Vista – Gleba 2, próximo à margem da Rodovia Prefeito José André de Lima, área rural do município de Casa Branca/SP.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal sendo o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) o órgão responsável pela proteção desses sítios.  A legislação visa à proteção destes bens e exige estudos arqueológicos preventivos, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico. Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

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Escola E. Dr. Francisco Thomaz de Carvalho

Origem da cidade de Casa Branca

 O Município de Casa Branca teve sua origem com a criação da Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Casa Branca por alvará de Dom João VI de 25 de outubro de 1814. Tal ato se justificou para incentivar o povoamento da região, pois desde 1728 já existem referências ao Arraial de Casa Branca situado às margens do Caminho dos Guaiases, dos Goiás ou ainda do Ouro. Em finais do Século XVIII e início do XIX o povoamento desta rota intensificou-se e Casa Branca era entroncamento dos caminhos de Goiás, Cuiabá e Minas Gerais. (LIMA, L.R.T; Dep. Cultura de Casa Branca)

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. Em Casa Branca, por exemplo, há a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, o edifício da Escola Estadual Francisco Thomaz de Carvalho, a antiga Estação Ferroviária, o Museu Histórico e Pedagógico Afonso e Alfredo de Taunay, o Casarão do Guerreiro, o Santuário Nossa Senhora do Desterro, as festas juninas, as festividades de aniversário da cidade, entre outros.

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Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores

Você sabia que na sua cidade há sítios arqueológicos?

Em Casa Branca foram identificados 3 sítios arqueológicos durante os estudos feitos em 2000 para a duplicação da Rodovia Prefeito José André de Lima (SP-340).

Sítio Arqueológico Lambari I

É um sítio arqueológico com vestígios de artefatos líticos (feitos em rocha) produzidos por grupos caçadores coletores que viveram na região entre 10 a 2 mil anos antes do presente.

Sítio Arqueológico Lambari II

Neste sítio arqueológico foram encontrados fragmentos de cerâmica (cacos de potes e panelas de barro) produzidos por grupos indígenas que ocuparam a região em período anterior à chegada dos portugueses.

Sítio Arqueológico Água Branca

Já no Sítio Água Branca foram encontrados fragmentos de cerâmica de produção indígena datados do século 18.

 

A quem comunicar caso encontrem vestígios arqueológicos na cidade:

9ª Superintendência Regional do Iphan– São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:
Portal Iphan – Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

 

Esclarecimento à comunidade local em atendimento à Instrução Normativa n. 1/2015 e Portaria n. 137/2016 do Iphan.

 

 

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