Estudos Arqueológicos em Guaíra

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Nos dias 5 e 6 de dezembro será realizada, no município de Guaíra, uma exposição oral sobre Patrimônio Cultural e Arqueologia com alunos de escolas estaduais de ensino.

Também serão disponibilizados folhetos explicativos em aparelhos culturais, tais como, museus, escolas, teatros, bibliotecas, etc., sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações são parte integrante do projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Residencial Antônio Manoel da Silva, empreendimento imobiliário localizado no município de Guaíra, estado de São Paulo.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, sendo o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) o órgão responsável pela proteção desses sítios.  A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos arqueológicos preventivos, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico. Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Essa ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo ou, ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Essas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Origem da cidade de Guaíra

Na região Nordeste de São Paulo, entre os rios Grande, Pardo e Sapucaí, no que era chamado de Nuporanga, Antônio Marques Garcia fundou uma cidade na “Corredeira”, pelo caminho que vai até Santa dos Olhos D’Água (conhecida hoje como Ipuã). Um pedaço de terra que foi adquirido em 12 de Novembro de 1901 por “Seiscentos Mil réis” foi expandido com terras doadas por Joaquim Garcia Franco e Maria Sabino Alves Franco, resultando em uma área de tamanho significante focada em torno de um pequeno povoado chamado “Corredeira São Sebastião” em homenagem ao Santo padroeiro, que foi então renomeada para “Corredeira do Bom Jardim” ou simplesmente “Corredeira.”

Foi nomeada “Distrito de Paz”, com o nome de Guaíra, pela Lei Estadual nº 1144 no dia 16 de Novembro de 1908, e município pela Lei Estadual nº 2328 no dia 27 de Dezembro de 1928. A instalação como município ocorreu no dia 18 de Maio de 1929, e a instalação como comarca no dia 18 de Maio de 1955. “Guaíra” é um topônimo que pode ser traduzido como “Águas correntes”.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. Em Guaíra, embora não figure qualquer bem tombado pelo Iphan, há, por certo, bens materiais que são representativos das comunidades, ou do próprio município, como uma igreja, uma antiga árvore, uma coleção arqueológica, as festas religiosas, etc.

Você sabia que na sua cidade há sítios arqueológicos?

Em Guaíra foram identificados seis sítios arqueológicos durante os estudos feitos entre 2008 e 2013. Esses estudos foram, em sua maioria, realizados no âmbito do licenciamento ambiental de usinas e de linhas de transmissão.

Cangalha I

Sítio lito-cerâmico pré-colonial onde foram coletados 10 fragmentos cerâmicos em superfície.

Cangalha II

Sítio lito-cerâmico pré-colonial onde foram coletados cerca de 80 fragmentos cerâmicos e líticos em superfície.

Guaíra I

Sítio cerâmico pré-colonial onde foram coletados cerca de 20 fragmentos cerâmicos em superfície.

Santa Helena

Sítio lito-cerâmico pré-colonial onde foram resgatadas 15 peças em superfície.

Guaíra II

Sítio lito-cerâmico pré-colonial onde foram coletados cerca de 100 fragmentos cerâmicos e líticos em superfície.

Guaíra III

Sítio cerâmico pré-colonial onde foram coletados cerca de 100 fragmentos cerâmicos em superfície.

Fonte: Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA/Iphan

 

A quem comunicar caso encontrem vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:
Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

 

Esclarecimento à comunidade local em atendimento à Instrução Normativa n. 1/2015 e Portaria n. 137/2016 do Iphan.

 

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