Estudos arqueológicos em Jundiaí

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Na próxima semana (8 a 12 de maio) os arqueólogos da A Lasca estarão no município de Jundiaí (SP) para realizar estudos arqueológicos no bairro Jardim Caxambu.

Paralelamente, serão distribuídos folhetos explicativos em aparelhos culturais, tais como, museus, escolas, teatros, bibliotecas, etc., para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram o projeto de Avaliação de Impacto­ ao Patrimônio Arqueológico (AIPA) na área de implantação do Residencial Santa Isabel 2, estudo autorizado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria n.º 19 de 02/05/2017.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. Jundiaí possui 8 bens tombados, isto é, protegidos por lei pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat, são eles:

  • Complexo da Estação Ferroviária de Jundiaí
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Velha estação ferroviária de Jundiaí (Fonte: Estações Ferroviárias do Brasil. Disponível em: http://www.estacoesferroviarias.com.br)

Todas as fotos abaixo foram retiradas da Listagem dos Bens Tombados, disponível no portal do Condephaat.

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  • E.E. Conde de Parnaíba

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  • Gabinete de Leitura Ruy Barbosa

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  • Pinacoteca Municipal Diógenes Duarte Paes

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  • Serra do Japi, Guaxinduva e Jaguacoara

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  • Cine Teatro Polytheama

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  • Solar do Barão de Jundiaí

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  • Fachada do imóvel situado na Rua Barão de Jundiaí nº 736

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Além dos bens culturais protegidos por lei, há também diversas manifestações culturais presentes em várias localidades no município, como por exemplo a Festa da Uva do Caxambu que acontece no bairro do Caxambu e está na 83ª edição.

Você sabia que na sua cidade há sítios arqueológicos?

No município de Jundiaí consta apenas um sítio registrado no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo Iphan, embora outros sítios, ainda não cadastrados, constem em bibliografias especializadas, tais como:

Sítio 7 (CNSA SP01048) – sítio histórico caracterizado por uma mancha de concentração de fragmentos de telhas e louças que remetem à ocupação do local para o final do século 19 e primeiras décadas do 20;

Sítio Fonseca – localizado a 300m do rio Jundiaí-Mirim, sobre alta vertente. O material identificado no local (louça e metal) remete para os séculos 19/20;

Sítio Monte Serrat – localizado na Serra do Japi, em fundo de vale. Na área foram encontradas cerâmica, louça e vidro (Séculos 19/ 20);

Sítio Ermida 1 – localizado na Serra do Japi, em fundo de vale e cuja características dos materiais identificados (objetos de olaria, cerâmica, louça, vidro e metal) remetem para os séculos 18; 19 e 20.

Fonte: Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA/Iphan

 

A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

* ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.
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