Estudos arqueológicos em Indaiatuba

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

A partir de 19 de junho, arqueólogos da A Lasca estarão em Indaiatuba (SP) para realizar estudos de campo. Nesse período, serão distribuídos folhetos explicativos em aparelhos culturais, tais como, museus, escolas, teatros, bibliotecas, etc., para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram os projetos de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Loteamento Park Gran Reserve, estudos autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria n.º 28 de 12/06/2017.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. Indaiatuba possui 7 bens tombados, isto é, protegidos por lei pelo Conselho Municipal de Preservação, da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba:

  • Antiga sede da Fazenda Engenho D´Água, localizada na Rua Zepherino Pucinelli, no Jardim Morada do Sol.
  • Matriz Nossa Senhora da Candelária, localizada na Praça Leonor de Barros Camargo, s/n.
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(Foto: http://www.indaiatuba.sp.leg.br)
  • Casa Paroquial, localizada na Rua Candelária, nº 399.
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(Foto: http://www.indaiatuba.sp.leg.br)

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  • Busto de Dom José de Camargo Barros, localizado na Praça Leonor de Barros Camargo, s/n.
  • Caixa D´agua do Casarão, localizada na Rua Pedro Gonçalves, lote vizinho ao Casarão.
  • Edificações do Hospital Augusto de Oliveira Camargo, localizado na Av. Francisco de Paula Leite.

Também podem ser citadas as antigas construções da Estrada de Ferro Sorocabana.

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Leia mais sobre o patrimônio histórico de Indaiatuba:

Indaiatuba: esboço de uma história (Adriana Carvalho Koyama e Marcelo Alves Cerdan)

Outros bens protegidos no município.

Você sabia que na sua cidade há sítios arqueológicos?

No município de Indaiatuba consta um único sítio arqueológico registrado no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo Iphan:

Sítio Buruzinho: sítio multicomponencial caracterizado por fragmentos cerâmicos indígenas, lascas e uma concentração de fragmentos de telhas goiva.

No entanto, a região das bacias dos rios Piracicaba e Tietê apresentam alto potencial, já que representaram grande atrativo para o estabelecimento de diversos grupamentos humanos desde períodos bastante recuados no tempo.

 

A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

* ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS FEITOS PELA A LASCA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

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