Arqueologia em São José do Rio Preto

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Entre os dias 28 e 30/1, arqueólogos da A Lasca estiveram novamente em São José do Rio Preto (SP) para realizar estudos de campo. Nesse período, foram distribuídos folhetos explicativos Centro Cultural de Rio Preto Prof. Daud Jorge Simão para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram o projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Loteamento Vida Nova Rio Preto I, próximo do Jardim Navarrete. Esse estudo foi autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria n.º 67 de 05/12/2017.

Em 2017, nossa equipe realizou outros três projetos de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico no município, que podem ser consultados aqui. Entre abril e agosto foram realizadas ações de esclarecimento nos seguintes locais: Secretaria Municipal de Cultura, Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva, Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa e Museu Dom João VI.

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Além de equipamentos públicos, os esclarecimentos são feitos também com moradores do entorno durante as atividades de campo. (Foto: Arquivo A Lasca Arqueologia).

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar que são importantes para o grupo que vive ali. Por exemplo, a Estação Ferroviária da cidade, bem cultural inscrito pelo Iphan na Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário, a antiga fábrica da Swift Armour (atual Complexo Swift de Educação e Cultura), tombada pelo Condephaat, órgão de proteção ao patrimônio cultural paulista, ou ainda o Mercado Municipal, protegido pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico de São José do Rio Preto.

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Estação Ferroviária de São José do Rio Preto. (Foto: Jesielt, domínio público, disponível em https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5554675).

Além dos bens reconhecidos e protegidos, há outras referências culturais representativas para a cidade e seus moradores, tais como:

  • Sala dedicada à memória da dupla de música caipira Cascatinha & Inhana, existente no primeiro andar do Centro Cultural de Rio Preto, no Museu Dom João VI.
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Museu Dom João VI. (Foto: Portal Diário Hoje Interior/Divulgação).
  • Exposições permanentes do Centro Cultural de Rio Preto no Museu Dom João VI:
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Exposição “Objetos do cotidiano rural paulista”. (Foto: Arquivo A Lasca Arqueologia).
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Acervo de materiais arqueológicos do Museu Dom João VI. (Foto: Arquivo A Lasca Arqueologia).

Sítios arqueológicos na região

No território do município de São José do Rio Preto, não foram identificados registros de sítios arqueológicos oficialmente cadastrados no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA/Iphan. Entretanto, em algumas cidades próximas, também inseridas na Bacia Hidrográfica Turvo Grande (URGHI 15), podem ser relacionados diversos registros de sítios arqueológicos, como os exemplos a seguir.

Em Bady Bassit:

Sítio Arqueológico Rio das Pedras – sítio lito-cerâmico (presença de materiais em rocha e cerâmicas)

Em Ipiguá:

Sítio Arqueológico T94 – sítio histórico (com materiais relativos ao período após a chegada dos portugueses)

Em Olímpia:

Sítios arqueológicos Olímpia I, II, III, IV, V, VI e VII – dentre eles, há sítios com presença de materiais líticos (feitos em rocha), outros apenas com vestígios cerâmicos e ainda outros com ambos materiais: os lito-cerâmicos.

Para saber mais sobre o patrimônio histórico: www.riopreto.sp.gov.br.

 

A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:
Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

* ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.
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