Educação Patrimonial no Distrito de Barão Geraldo

Educadores da A Lasca Arqueologia estiveram em Campinas (SP) para execução de ações de educação patrimonial para o Programa de gestão do patrimônio arqueológico – Plano Urbanístico da Gleba A2, área localizada no Distrito de Barão Geraldo. O programa foi autorizado pelo Iphan, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria n.º 23 de 15/04/2019. Os estudos arqueológicos foram finalizados e não foram encontrados sítios arqueológicos.

Neste Programa, além dos estudos arqueológicos estavam também previstas as oficinas de educação patrimonial que foram desenvolvidas na Escola Estadual Físico Sérgio Pereira Porto e na  Sociedade Pró-Menor de Barão Geraldo

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A Lasca Arqueologia, 2019.

Fazenda Santa Genebra

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A Lasca Arqueologia, 2019.

No passado, nessa região campineira, funcionou a antiga Fazenda Santa Genebra, uma das maiores fazendas cafeeiras do município. Esteve em atividade por longo período, tendo sido administrada pelo Barão Geraldo de Rezende entre 1876 e 1907.

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A Lasca Arqueologia, 2019.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Para tanto, são realizados estudos arqueológicos e ações de educação patrimonial, que buscam estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que vivem ali. Campinas possui 20 bens tombados, isto é, protegidos por lei pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat, que podem ser consultados na Listagem dos Bens Tombados.

Um dos bens protegidos pelo Condephaat é a Mata da Fazenda Santa Genebra, nomeada atualmente como Reserva Florestal da Fundação José Pedro de Oliveira, bem como um antigo Armazém da Fazenda Santa Genebra, localizado na Avenida Albino José de Oliveira que também é protegido pelo órgão municipal Condepaac desde de 2001.

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Fonte: Condephaat.

Referências culturais locais

  • Festa do Boi Falô que acontece na Sexta-feira Santa no Distrito de Barão Geraldo.

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Fonte: Portal Barão Gerald

A Festa ocorre devido a lenda do Boi Falô. Essa lenda nasceu em 1888, na fazenda Santa Genebra, de propriedade do Barão Geraldo de Rezende. Um dos homens negros escravizados, chamado ‘Toninho’ trabalhava nas plantações de cana de açúcar e café quando foi obrigado pelo capataz a ir ao pasto e atrelar um boi para arar a terra, em uma Sexta-feira Santa. Segundo a lenda, o boi virou-se para o escravizado e depois de um  mugido, falou alto: “Hoje é dia santo, é dia do Senhor, não é dia de trabalho”. O homem escravizado saiu correndo para sede da fazenda, gritando: “o boi falô, o boi falô!” Nas comemorações, originalmente era servido macarrão ao molho de tomate com sardinha e atualmente apenas macarrão com molho de tomate, distribuído gratuitamente aos participantes do evento.

Você sabia que na sua cidade há sítios arqueológicos?

Em Campinas, constam registrados no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos– CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo Iphan, 5 sítios arqueológicos:

Sítio arqueológico Morro Azul – Sítio arqueológico pré-cerâmico a céu aberto;

Sítio arqueológico Souzas I – Sítio arqueológico histórico;

Sítio arqueológico Colina – Sítio histórico com ruínas;

Sítio arqueológico Benedito Pupo – Sítio histórico com ruínas de estruturas em pedra e fragmentos de tijolos e cerâmica associados à fazenda Jaguari;

Sítio arqueológico Cemitério Revolução de 1932 – Sítio localizado junto ao perímetro urbano do distrito de Carlos Gomes, região norte do município de Campinas. Relatos orais apontam que parte das ossadas dos antigos combatentes foram removidas do local.

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