Estudos arqueológicos em Jaguariúna

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Arqueólogos da A Lasca estiveram em Jaguariúna (SP) para realizar estudos de campo. Nesse período foram distribuídos folhetos digitais explicativos para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos.

Paralelamente, em parceria com a Casa de Memória Padre Gomes de Jaguariúna, foram difundidos, à população local, ao FEART – (Feira de Artesanato de Jaguariúna) e ao CONPHAAJ – (Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico Artístico, Arquitetônico, Arqueológico, Ambiental, Documental e Paisagístico de Jaguariúna) por meio dos seus canais de comunicação, o folheto explicativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? Estudos Arqueológicos em Jaguariúna – para informar aos munícipes sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento integram o projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Loteamento Residencial Jaguariúna. Esse estudo foi autorizado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPAHN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria n.º 20 de 27/03/2020.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região

A área se localiza a 800m da margem do rio Jaguari, por isso é considerada de grande interesse à Arqueologia, já que corresponde a uma zona atrativa aos grupos passados. Há registro de ao menos três grupos, com horizontes culturais diferentes, que estiveram presentes na região.  Um primeiro, mais antigo, correspondente à Tradição Umbu, grupos pré-ceramistas, caçadores-coletores que produziam uma indústria lítica (com rochas cuidadosamente retocadas) e pontas de projétil (flechas) muito trabalhadas. Um segundo grupo seria de horticultores-ceramistas, de Tradições Tupiguarani, com cerâmicas com bases arredondadas e pinturas em preto e vermelho, e Itararé-Taquara, que se caracteriza pelas produções de cerâmicas pequenas, com paredes finas, escuras e bem alisadas. O último horizonte, mais recente, corresponde ao período histórico, de colonização portuguesa e ocupação do interior do Estado de São Paulo.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. Jaguariúna possui 1 bem tombado, isto é, protegido por lei pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat:

  • Conjunto da Estação Ferroviária de Jaguariúna
Fonte: Condephaat
  • Mapa das antigas linhas da Mogiana na região de Campinas, 1875

Sítios Arqueológicos

Segundo o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo Iphan, em Jaguariúna está registrado 1 sítio arqueológico:

  • Sítio Fazenda Serrinha:

O sítio Fazenda Serrinha trata-se de uma fazenda datada do Período colonial brasileiro. Sua construção fez uso da técnica conhecida como Taipa de Pilão. Segundo informações locais, um galpão, atualmente descaracterizado, foi a antiga senzala da fazenda.

Ouça o Podcast: Em Campo com A Lasca Arqueologia

Disponível em: https://open.spotify.com/show/0n7Ww90ortZL8KJA9PhrM8?si=rFL3SVI1TBiy_YC4gNhXmw
A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:
Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s