Estudos Arqueológicos em Ribeirão Claro

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estiveram em Ribeirão Claro (PR) para realizar estudos de campo.

Paralelamente, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, por meio dos seus canais de comunicação, o folheto explicativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante?– para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram o projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Condomínio Angra Doce, estudos autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria n.º 62, de 13/10/2020. 

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região 

A área se situa às margens da UHE Chavantes, no Rio Parapanema. Na região do empreendimento, há três períodos de ocupação humana pré-colonial: um primeiro, composto por grupos caçadores-coletores de Tradições Umbu e Humaitá, com vestígios de pequenas peças líticas (em pedra) polidas e finamente trabalhadas, como: furadores, raspadores e lâminas de machado (Umbu), ou robustas, feitas em blocos ou seixos (Humaitá), sendo encontrados ora acampamentos ora oficinas de extração e produção de peças; um segundo, de grupos horticultores-ceramistas, com produção de vasilhames pequenos de paredes finas, escuras e bem alisadas, de Tradição Itararé; e um terceiro, também de grupos horticultores ceramistas, de Tradição Tupiguarani, que produziam cerâmicas de base arredondada, pintadas em preto e vermelho sobre engobo branco.

Bens culturais  

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. O município de Ribeirão Claro possui um bem tombado, isto é, protegido pela lei pela Coordenação do Patrimônio Cultural (CPC), setor da Secretaria de Estado de Cultura do Paraná responsável pelos assuntos relativos à preservação do patrimônio arqueológico, histórico, artístico e natural, a Ponte Pênsil Alves Lima.

Sítios Arqueológicos

Algumas pesquisas arqueológicas já foram realizadas em Ribeirão Claro. Entretanto, no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, ainda não há registro de sítios no município.

Joaquim Távora, Jacarezinho, Carlópolis, Fartura, Timburi e Chavantes – cidades limítrofes – apresentam, conjuntamente, mais de 75 sítios cadastrados. Alguns exemplos são: os sítios líticos Jacaré 1, Jazida do Jacaré e Ribeirão Ourinhos 1 e 2, em Jacarezinho; os sítios cerâmicos Boca do Verde, Corredeira das Ilhas 2 e Praia de Areia 1 a 4, localizados em Carlópolis; e os sítios líticos de Tradição Itararé, Rio Barra Seca 1 e 2, Rio Verde 1 a 6, em Fartura.


Acesse mais informações sobre a pesquisa desenvolvida pelo projeto Condomínio Angra Doce e seus resultados na aba Projetos deste blog.


A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo

Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

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