Estudos Arqueológicos em Jarinu

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Os Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estiveram em Jarinu, em uma área próxima aos bairros Pitangal e Olaria Soares, para realizar estudos de campo.

Paralelamente, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, serão difundidos, por meio dos seus canais de comunicação, o folheto explicativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? – para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram o projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área do Loteamento Lorencini, estudos autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 65, de 26/10/2020.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região

A área está situada nas Bacias Hidrográficas do rio Atibaia.  A ocupação humana mais antiga reconhecida na região é de grupos caçadores-coletores, de Tradições Umbu, com vestígios de pequenas peças líticas (em pedra), como raspadores, furadores, talhadores e lâminas de machado, polidas e finamente trabalhadas; e Humaitá, com produções mais robustas, feitas com blocos ou seixos. Já quanto às populações mais recentes, há as Tradições Tupiguarani, com cerâmicas de base arredondada pintadas em preto e vermelho sobre engobo branco; e Itararé, com vasilhames pequenos de paredes finas, escuras e bem alisadas. Na região próxima ao município, os vestígios encontrados são, em grande parte, históricos, correspondentes aos períodos colonial, imperial e republicano.

Bens culturais  

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. O município de Jarinu não possui bens tombados, isto é, protegido pela lei pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat.

Segundo o site da Prefeitura há, na cidade, alguns atrativos históricos e religiosos, como, por exemplo: o Casarão José Inácio; o Centro Cultural Tão Sigulda; o Centro Histórico Cultural Divanir Vitório Contesini; e a Estação de Campo Largo.

Sítios Arqueológicos

Um número significativo de pesquisas arqueológicas já foi feito em Jarinu. Entretanto, no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, ainda não há registro de sítios no município.

Atibaia, Bragança Paulista, Itatiba e Jundiaí, as cidades limítrofes, contam com 11 sítios no total. São eles: os sítios históricos Atibaia 1 a 5, Bragança 1 e 3; o sítio Toca de Paineira, um abrigo sob rocha com gravuras rupestres, localizado em Bragança Paulista; o sítio Terraço de Pedra, histórico, com estruturas construtivas em alvenaria, que pode ser associado à sede da Fazenda (1872); o sítio Ribeirão do Morro Azul, arqueológico histórico, caracterizado por uma área de descarte de lixo doméstico, ambos em Itatiba; e o Sítio 7, em Jundiaí, histórico, composto por fragmentos de telhas e louças



A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo

Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN

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