Estudos Arqueológicos em Alagoinha e Venturosa

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Os Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estiveram nos municípios de Alagoinha e Venturosa (PE) para realizar estudos de campo.

Paralelamente, em parceria com aparelhos de educação e cultura, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o folheto explicativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? – para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram o projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Parque Eólico Ponta da Pedra, estudos autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 77, de 21/12/2020. 

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região

A ocupação humana na região do médio São Francisco é bem antiga. No município de Petrolândia, há a Gruta do Padre, com datações de aproximadamente 7.600 AP (antes do presente). Nessa área, há também o Letreiro do Sobrado, abrigo com vestígios de fogueiras e pinturas rupestres; o Abrigo do Sol, com 49 artefatos líticos, entre lascas, estilhas e raspadores; e a Gruta do Anselmo, onde foram encontrados cinzas e vestígios de animais, artefatos líticos e sementes.

Os materiais arqueológicos: raspadores, lâminas e pontas de projétil, encontrados na região, normalmente se referem à Tradição Itaparica, grupos horticultores-ceramistas que se estabeleceram nessa área, por conta das condições climáticas e do solo que favorecia ao cultivo de mandioca.

Em relação às pinturas rupestres, há a Tradição Agreste, com pinturas de figuras estáticas de seres humanos, sendo raras as representações de animais.

Sítios Arqueológicos 

O município de Alagoinha ainda não foi alvo de pesquisas arqueológicas, entretanto no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, há registro de um sítio no município:

  • Sítio Pedra Pintada: em Socorro/Fazenda Pedra Pintada, formado por um matacão de granito de três metros de altura com paredes verticais, com um único painel de pinturas nas cores vermelho e amarelo.

Já em Venturosa há registro de 11 sítios no município. São eles: o sítio com pinturas rupestres Pedra da Buquinha, formado por grandes blocos de granito em Boqueirão; o sítio Morro dos Ossos, um abrigo sobre rochas com desenhos rupestres e restos de esqueletos; o sítio Pedra Furada, composto por um abrigo sob rocha, com painéis de pinturas rupestres associados à Tradição Agreste; o sítio Peri-Peri I, composto por cinco painéis de pinturas também associados à Tradição Agreste; o sítio Pedra do Tubarão, um abrigo sobre rochas, com pinturas rupestres em vermelho e amarelo; o sítio Cemitério dos Caboclos, abrigo com uma figura humana pintada no teto em vermelho, onde foram encontradas, também, ossadas humanas; os sítios Tará 1 e 2, a céu aberto, com vestígios de cerâmica, louças e vidros; o sítio Pedra da Taça, composto por afloramentos de granito, com pinturas rupestres em vermelho; o sítio Pedra Fixa, com pinturas na cor vermelho; e o sítio Pedra do Boqueirão, composto por afloramentos rochosos, com pinturas formando quadrados, círculos e figuras de animais na cor vermelha.


Acesse mais informações sobre a pesquisa desenvolvida pelo projeto Parque Eólico Ponta da Pedra e seus resultados na aba Projetos deste blog.


A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de Pernambuco

Telefones: (81) 3228-3011

E-mail: iphan-pe@iphan.gov.br

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN

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