Estudos Arqueológicos em Simões Filho

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estiveram em Simões Filho e Salvador (BA) para realizar estudos de campo.

Paralelamente, em parceria com aparelhos educativos e culturais, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o material informativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante?– para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram o projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do LOG Salvador, estudos autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 29, de 26/04/2021. 

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região 

As informações arqueológicas disponíveis para o litoral da Bahia, o Recôncavo Baiano e a Microrregião de Salvador, indicam a presença de ocupações pré-coloniais, de grupos horticultores ceramistas das Tradições: Tupiguarani, com vasilhames de paredes grossas, em tamanhos variados, com pinturas, normalmente restritas à parte interna de grandes vasos abertos, em vermelho, preto ou cinza sobre branco; e Aratu, com cerâmicas sem decoração, alisadas, com pequenas incisões sob o lábio.            

No contexto do Programa Bahia Arqueológica, da Universidade Federal da Bahia, foram mapeados alguns sítios de sambaquis (estruturas formadas por conchas relacionadas à ocupação de grupos caçadores-coletores, anteriores aos ceramistas), de contato entre indígenas e colonizadores, e de missões de catequese indígena, no litoral baiano

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. Os municípios contam com a proteção do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), que é vinculado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e atua de forma integrada com a sociedade e os poderes públicos municipais e federais, na salvaguarda de bens culturais.

Os bens tombados podem ser consultados no Sistema de Informações do Patrimônio Cultural da Bahia (SIPAC).

Sítios Arqueológicos

Um número significativo de pesquisas arqueológicas já foi feito em Salvador e em Simões Filho. O Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, possui registro de oito sítios em cada município. Alguns deles:

  • Sítio Arqueológico do Cruzeiro do São Francisco (em Salvador): multicomponencial, com vestígios metálicos, cerâmicos, ósseos e líticos;
  • Ruínas de Mapele (em Simões Filho) : o sítio histórico com ruínas de uma construção do período colonial;
  • Torres de Simões Filho (em Simões Filho): sítio histórico composto pela estrutura da torre, uma antiga chaminé datada do século XIX, que faz parte de antigo engenho local;
  • Hollandia ou Amsterdam (em Salvador): sítio histórico subaquático, enterrado no fundo de areia e coral, com jarras, armas e pratos;
  • Antiga Igreja da Sé de Salvador (em Salvador): sítio histórico com fragmentos cerâmicos da antiga Igreja da Sé.

Há também outros cinco sítios em Simões Filho: o sítio Torre, remanescente de uma antiga estrutura produtiva; o sítio Casarão dos Magalhães, casarão em ruínas datado do século XIX; o sítio Ruinas da Estação Mapele, com as ruínas da edificação da antiga estação ferroviária, o sítio Ruína da Subestação Elétrica da Rede Ferroviária, datada do início do século XX e composto pelas ruínas da estrutura onde eram realizadas as atividades de controle de tensão elétrica e distribuição de energia para a ferrovia; e o sítio Ruínas da Estação Cotegipe, fundação da antiga estação.

Galeria das fotos de campo


A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado da Bahia

Telefone: (71) 3321-0133

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN

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